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Participantes avaliam positivamente a I Conferência Nacional sobre Transformação Digital

Maputo, 12 de fevereiro de 2026 – A I Conferência Nacional sobre Transformação Digital, realizada nos dias 11 e 12 de fevereiro, foi amplamente avaliada como um momento estratégico para a modernização do Estado e para o posicionamento de Moçambique na economia digital. Os participantes destacaram a maturidade dos debates, a diversidade das abordagens e, sobretudo, o alinhamento em torno da necessidade de acelerar a transição do modelo analógico para um ecossistema verdadeiramente digital.

Ao longo dos dois dias, os painéis centraram-se em temas estruturantes como governo electrónico, interoperabilidade entre sistemas do Estado, inclusão digital e financeira, segurança cibernética, governação de dados e parcerias público-privadas. Segundo os intervenientes, tratou-se de um debate técnico, mas acessível, que conseguiu equilibrar visão estratégica com preocupações práticas de implementação.

Melunga Cintura, em representação da FSDMoç, destacou que os painéis foram inovadores e sustentados por intervenções consistentes, sublinhando que o ambiente permitiu sugestões e esclarecimentos de forma aberta. Na mesma linha, Edna Naiete, directora comercial da Techrise Consulting SA, chamou a atenção para a necessidade de desenvolver soluções ajustadas às reais necessidades do cidadão e, sobretudo, garantir mecanismos de acompanhamento e manutenção, alertando que sistemas sem suporte contínuo tendem a cair em desuso.

Do sector financeiro, Norcelio Boca, em representação da Absa Moçambique, classificou a conferência como um ponto de inflexão na agenda de modernização nacional. Segundo ele, o encontro trouxe clareza sobre pilares críticos como infraestrutura, interoperabilidade, segurança cibernética, inclusão financeira e capacitação do capital humano. Defendeu ainda que o impacto dependerá da capacidade de transformar alinhamento conceptual em execução coordenada, com envolvimento efetivo da banca, telecomunicações, fintechs, reguladores e academia desde o início das iniciativas estruturantes.

Também Onofre Muianga, em representação da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique, considerou que o evento constitui um marco para a reforma e modernização da administração pública, reforçando a necessidade de maior celeridade na criação de um quadro legal adequado, numa governação eficiente e em infraestruturas favoráveis à digitalização do Estado. Por sua vez, Paulo Mandlate, IT Manager do Banco Letshego, avaliou a conferência como um momento estratégico para consolidar a agenda digital como prioridade nacional, salientando que o sucesso dependerá da definição de metas claras, cronogramas objetivos e coordenação institucional eficaz.

De forma geral, os participantes convergiram na avaliação de que a conferência foi positiva e necessária. Contudo, enfatizaram que o verdadeiro teste começa agora: transformar debate em ação, visão em execução e intenção em resultados mensuráveis. O consenso é claro — a digitalização já não é opção, é condição para crescimento económico, eficiência do Estado e inclusão. O momento é de continuidade, disciplina estratégica e colaboração efetiva entre o sector público e privado.

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