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Exortação de Sua Excelência Ministro das Comunicações e Transformação Digital por Ocasião da Celebração do dia Internacional de Protecção de Dados – 28 de Janeiro.

Minhas Senhoras Meus Senhores Caros Co-Cidadãos, É com grande honra e sentido de responsabilidade que me di­rijo a todos nesta ocasião especial, dedicada à celebração do Dia Internacional de Protecção de Dados, sob o lema “Protecção de dados, começa com consciência” uma data que nos convida não apenas à reflexão jurídica e técnica, mas sobretudo a uma reflexão ética sobre o modo como utilizamos o espaço cibernético. O Dia Internacional da Protecção de Dados, celebrado anualmente a 28 de Janeiro, foi instituído em 2007 pelo Conselho da Europa, em alusão à data da abertura para assinatura da Convenção 108, o primeiro instrumento internacional juridicamente vinculativo dedicado à protecção das pessoas relativamente ao tratamento automatizado de dados pessoais. Desde então, esta data é celebrada globalmente como um momento de reflexão, sensibilização e promoção das boas práticas em matéria de privacidade e protecção de dados pessoais. Vivemos numa era em que o espaço cibernético se tornou uma extensão da nossa vida social, econômica e cultural e nele comunicamos, aprendemos, trabalhamos, fazemos negócios e exercemos direitos. Porém, é também neste mesmo espaço que os dados pessoais circulam, são recolhidos, tratados e por vezes, utilizados de forma abusiva ou irresponsável.  Neste contexto, a protecção de dados não pode ser vista como um obstáculo à inovação nem ao desenvolvimento. Pelo contrário, ela é um pilar da confiança digital, sem a qual, não há transformação digital sustentável e inovação responsável.  O respeito à privacidade e dados pessoas, é promover um espaço cibernético com ética e responsabilidade, sobretudo através do reconhecimento de que por detrás de cada dado existe uma pessoa, com dignidade, direitos e liberdades fundamentais constitucionalmente consagrados.  É compreender que o uso legitimo da tecnologia exige transparência, proporcionalidade, responsabilidade e respeito pela privacidade com enfoque para o direito à honra, ao bom nome, à reputação, à defesa da imagem pública e reserva da vida privada. Neste contexto, a ética digital impõe-nos deveres no acto de tratamento de dados, de entre os quais, obter o consentimento prévio do titular dos dados, recolher apenas os dados estritamente necessários, protege-los  contra acessos indevidos, perdas e abusos e de informar de forma clara e acessível. Outrossim, é nos imposto o dever de respeitar os direitos   de acesso, informação, oposição, retificação, actualização e eliminação dos dados. Com efeito, exortamos aos Provedores Intermediários de Serviços Electrónicos e aos Operadores de Plataformas Digitais, bem como aos Processadores e Controladores de Dados à observância do estabelecido na Lei n°3/2017 de 9 de Janeiro – Lei das Transações Eletrônicas no que se refere aos seus deveres e obrigações no tratamento e protecção de dados pessoais. Igualmente, exortamos  a proceder o registo e licenciamento junto da Autoridade Reguladora de Tecnologias de Informação e Comunicação à luz do Decreto n°59/2023 de 27 de Outubro, ajustado pelo Decreto n° 44/2025 de 28 de Novembro, bem como apelamos a vossa colaboração na prevenção e combate aos crimes cibernéticos, por via de campanhas de educação e sensibilização em matérias de segurança cibernética, Protecção de Dados com enfoque para abusos a crianças e mulheres online, bem como o respeito pelos direitos de personalidade.   Aos cidadãos no geral e aos pais e encarregados de educação em especial, exortamos a adoptarem comportamentos responsáveis no espaço cibernético, protegendo a sua privacidade, respeitando a dos outros e exercendo os seus direitos com consciência, bem como a protecção dos seus filhos e educandos. Às instituições públicas e privadas, encorajamos a integrarem a ética, a legalidade e a segurança no tratamento de dados pessoais, promovendo a transparência e a confiança.  Apelamos às Instituições do Ensino Superior a introduzir cursos de curta duração, de graduação e de Pós-graduação em matérias ligadas à Governação de Dados com foco particular na Protecção de Dados.  Igualmente, apelamos para a promoção de campanhas de sensibilização nas suas comunidades académica e científica, com vista a melhorar os níveis de conhecimento dos seus membros sobre o comportamento positivo e ético na Internet no geral e nas redes sociais em particular. Aos profissionais de TIC’s, juristas e decisores a todos níveis, apelamos a assumirem um papel activo na promoção da literacia digital e na construção de um espaço cibernético seguro e inclusivo.  À sociedade em geral, reiteramos o apelo na participação e colaboração nos esforços de promoção de comportamento positivo em ambientes digitais que concorram para o respeito dos direitos fundamentais constitucionalmente consagrados, pois estes, devem ser protegidos e respeitados, tanto no ambiente físico assim como no virtual, reconhecendo a ética digital como um pilar essencial para o desenvolvimento sustentável e para a consolidação do Estado de Direito. Exortamos de forma especial ao Sistema de Administração da Justiça, a promover a formação continua dos seus profissionais em matéria em de Protecção de dados e o uso ético do espaço cibernético, com vista a contribuir para a construção de uma cultura de responsabilidade e legalidade no tratamento de dados pessoais. Celebrar o Dia Internacional da Protecção de Dados é reafirmar que a tecnologia deve servir as pessoas, e não o contrário. É assumir que o futuro digital de Moçambique deve ser construído com consciência, responsabilidade e respeito pela privacidade. Num mundo cada vez mais marcado pela inteligência artificial, pelas redes sociais, pela big data e pela vigilância digital, torna-se essencial promover uma cultura de cidadania digital responsável. Uma cultura em que utilizadores, instituições públicas, empresas e organizações da sociedade civil compreendam que o espaço cibernético deve ser um ambiente de direitos, mas também de deveres. Para países em desenvolvimento como o nosso, o desafio é duplo. Por um lado, acelerar a inclusão digital e por outro, assegurar a protecção dos dados pessoais e o uso ético das tecnologias. Este equilíbrio exige leis eficazes, instituições fortes, profissionais capacitados e cidadãos conscientes. Para tal, e com o objetivo de reforço do quadro legal e institucional estão em curso a elaboração da Lei de Protecção de Dados Pessoais, revisão do Quadro da Interoperabilidade e aprovados a nível do Governo as Leis de Crimes Cibernéticos e de Segurança Cibernética. Celebrar o Dia Internacional da Protecção de Dados

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INCM ACOMPANHA IMPACTO DA ÉPOCA CHUVOSA NAS TELECOMUNICAÇÕES E REFORÇA MEDIDAS DE MITIGAÇÃO

Na sequência da activação do Alerta Vermelho pelo Governo de Moçambique, devido à actual época chuvosa e ciclónica caracterizada por chuvas intensas e persistentes, a Autoridade Reguladora das Comunicações – INCM tem estado a acompanhar de forma permanente o impacto destes fenómenos na infra-estrutura nacional de telecomunicações. De acordo com informações reportadas pelos operadores, registam-se actualmente 269 estações base de telecomunicações fora de serviço a nível nacional, afectando os serviços dos operadores TMCEL, Vodacom e Movitel. A Província de Gaza é a mais afectada, com interrupções em estações base e em ligações de fibra óptica, resultantes sobretudo em cortes no fornecimento de energia eléctrica, danos nas infra-estruturas de transmissão e dificuldades de acesso para trabalhos de reparação e manutenção. Com vista à mitigação do impacto das limitações verificadas nas infra-estruturas convencionais, o INCM, em coordenação com os parceiros institucionais, procedeu à instalação e activação de soluções de comunicação por satélite em centros operativos de emergência, delegações provinciais do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e centros de acomodação, assegurando condições mínimas de conectividade. Foram igualmente disponibilizados telefones por satélite para apoio às comunicações no âmbito das acções de resgate e coordenação institucional. E, visando apoiar os subscritores dos Serviços de Telecomunicações, afectados severamente pelas chuvas, o INCM orientou os operadores dos serviços de telefonia móvel a proverem um pacote grátis contendo minutos de chamadas, megabites e SMS. Paralelamente, os operadores de telecomunicações implementaram medidas de resposta técnica, incluindo a mobilização de equipas de reparação e manutenção, a gestão de reservas energéticas e o reforço da redundância dos sistemas de transmissão em infra-estruturas consideradas críticas. No âmbito da implementação do plano de contingência da época chuvosa, o INCM tem prestado apoio ao INGD, incluindo a disseminação de mensagens de aviso prévio por meio de sistemas de Big Data e Resposta Interactiva de Voz (IVR), bem como da coordenação com os operadores de telefonia móvel para a difusão de alertas dirigidos aos subscritores em zonas propensas a inundações. Equipas técnicas encontram-se igualmente mobilizadas para apoio às operações no terreno, com destaque para as províncias de Gaza e Maputo. A Autoridade Reguladora das Comunicações – INCM continua a acompanhar a evolução da situação, em estreita articulação com as entidades competentes e os operadores do sector, assegurando a actualização regular da informação sobre o estado das infra-estruturas de telecomunicações e as acções em curso, de acordo com o quadro legal nacional aplicável à gestão de desastres e com os princípios orientadores da iniciativa Early Warnings for All (EW4All). Para mais informações, os órgãos de comunicação social poderão contactar a Autoridade Reguladora das Comunicações – INCM através dos telefones: (+258) 21227100; 823283850 / 843985951 ou por endereço electrónico: info@incm.gov.mz.

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Américo Muchanga avalia prontidão de Inhambane face à emergência

O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, realizou de 22 a 25 de janeiro corrente uma visita de trabalho à província de Inhambane, no âmbito da deliberação da 1.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros. A visita teve como principal objectivo monitorar a situação do Estado de Emergência decretado pelo Governo, em consequência das inundações que se registam em várias regiões do país. Durante a deslocação, o governante visitou os distritos de Govuro, Inhassoro e Vilankulos, onde manteve contacto directo com as autoridades locais e as comunidades afectadas, inteirando-se do impacto das chuvas intensas e das medidas em curso para responder à situação. No prosseguimento da agenda, Américo Muchanga presidiu à Sessão do Comité Operativo de Emergência (COE) da Província de Inhambane onde foi lhe apresentado o ponto de situação da emergência, bem como o nível de prontidão da província para fazer face aos efeitos da época chuvosa e ciclónica. Durante a sessão, o Ministro orientou o COE a priorizar o salvamento de vidas em situações de risco, a adotar medidas que visem a minimização do sofrimento das populações afectadas e a desenhar acções de recuperação a serem implementadas no período pós-época chuvosa e ciclónica. No final da visita, Américo Muchanga avaliou de forma positiva o nível de prontidão da província de Inhambane, destacando os esforços das autoridades locais e das equipas de emergência na prevenção e resposta às situações de risco decorrentes das condições climáticas adversas.

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ANÚNCIO DE CONCURSO

O Ministério das Comunicações e Transformação Digital, pretende contratar uma empresa de prestação de serviços de segurança para o ano 2026. As tarefas a serem desenvolvidas pela contratada nas áreas onde funcionarão os respectivos postos de serviços, classificam-se de seguinte modo:Segurança e vigilância patrimonial, segurança de pessoal e de viaturas na via pública nos espaços adjacentes dentro e fora dos Edifícios do Ministério das Comunicações e Transformação Digital (MCTD) 1- Escopo dos Serviçosa. Edifício Sede (Av. Patrice Lumumba n° 770) – 3 (Três) homens 07:00 as 18:00 Horas (Segurança de Viaturas na via Pública nos espaços adjacentes)b. Edifício II (Av. Ahmed Sekou-toure 456) – 1 (um) homem armado 24:00 Horas; (Segurança e Vigilância do Património dentro e no recinto do Edifício, Segurança de pessoas e viaturas dentro e fora dosfuncionários e utentes). 2- Requisitos obrigatórios:2.1 Postura dos ProfissionaisOs profissionais adequados pela contratada para execução dos serviços ora supracitados, deverão ter o perfil de segurança, devidamente formados (comprovado por certificado), apresentar se no local de trabalho com crachá de identificação, pontualmente, devidamente equipados (ferramentas de segurança) e aprumados, trajando uniforme completo e manter a boa aparência e sobriedade. 2.2 Disponibilidade de equipamentos pela contratadaa) De acordo com as especificações técnicas a apresentar, a contratada deverá fornecer aos profissionais todos os equipamentos de segurança e materiais concernentes ao objecto de contratação necessária, para execução dos serviços com forme a legislação vigente. 3- Configuração mínima a serem apresentadas pelos seguranças:a) calças,b) camisas,c) cinto tático/ personalizado,d) meias,e) chapéus com emblema,f) Jáquete de frio,g) crachá,h) arma ou revolver,i) livro de ocorrência,j) apito,L)algemas,M) lanterna,h) rádio comunicador. 4- Armamento ou munições– Os vigilantes deverão usar armamento autorizados pelas autoridades competentes,– Os vigilantes deverão possuir pote de arma, quando no exercício das actividades, na forma de lei; 5- Controlo de viaturas no parque de estacionamento e a áreas adjacentes do MCTD– Todos os incidentes de segurança ocorrido deverão ser reportados por escrito ao Ministério das Comunicações e Transformação Digital (MCTD), para acionar todos os mecanismos de acção apropriada e os incidentes de âmbito de emergência. 6- Tarefas Gerais e Especificas– Exercer a vigilância e proteção no local de prestação de serviços que constituí posto de serviços das áreas sob a sua responsabilidade, bem como dos bens móveis e imóveis existentes,– Registar a ocorrência de irregularidades verificadas no seu turno de trabalho e tomar todas as providencias pertinentes,– Interditar áreas em caso de obras, incêndios ou outros perigos, e outras ocorrências, conforme determinações emanadas pela fiscalização do contrato,– Fiscalizar a entrada e saída de veículos nas instalações, e identificar o motorista e a placa de matricula, metendo os portões da entrada sempre fechados,– Controlar rigorosamente a entrada e saída de veículos e pessoas fora do horário normal de expediente,– Executar outras tarefas correlatas e de mesmo nível de complexidade;– Manter afixado no posto de trabalho, em local visível o numero de telefone útil e de emergência, delegação da policia, do corpo de bombeiros e do responsável pelo acompanhamento ao contrato e congéneres;– Proibir aglomeração de pessoas junto a entradas principais. NB: É da responsabilidade da empresa a reposição de bens furtados ou roubados nas Instalações e áreas adjacentes do MCTD e outros pontos de cobertura, como o caso de viaturas entre outros bens no decorrer das actividades de Segurança e Vigilância acordadas no contrato. Requisitos:– Certificado da UFSA;– Mais de 10 anos de prestação de serviços de segurança;– Apresentação de 4 cartas abonatórias de serviços similares;– Apresentação de 4 contratos de prestação de serviços de segurança; A Proposta financeira deve ser por Homem e por edifício Local:1- Edifício Sede (Av. Patrice Lumumba n° 770);2 – Edifício II (Av. Ahmed Sekoutoure n° 456); Horas:1- Edifício Sede (Av. Patrice Lumumba n° 770): 7:00 as 18:00 (dias úteis);2 – Edifício II (Av. Ahmed Sekoutoure n° 456): 24 horas; Nº de Segurança:1- Edifício Sede (Av. Patrice Lumumba n° 770): 1 Segurança;2 – Edifício II (Av. Ahmed Sekoutoure n° 456): 3 Seguranças; NB: VISITA AS INSTALAÇÕES – estão marcadas para o dia 21/01/2026 as 10:00h no MCTD (CARACTER OBRIGATÓRIO)

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Moçambique e Finlândia lançam projecto FIMOZA para reforçar sistemas de aviso prévio

Maputo — O Governo de Moçambique lançou hoje, dia 21 de Janeiro de 2026, na cidade de Maputo, o Projecto FIMOZA, uma iniciativa de cooperação entre o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) e o Instituto Meteorológico da Finlândia, com vista ao fortalecimento dos sistemas de previsão e de aviso prévio face a eventos climáticos extremos. O lançamento decorreu no Montebelo Indy Maputo Congress Hotel e foi presidido pelo Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, que sublinhou o papel estratégico da informação meteorológica para a redução de riscos e a protecção de vidas, sobretudo num contexto marcado pela intensificação de fenómenos climáticos severos. Na sua intervenção, o governante começou por expressar solidariedade às famílias afectadas pela época chuvosa e ciclónica 2025/2026, reiterando que, embora os desastres naturais não possam ser evitados, é possível reduzir significativamente os seus impactos através de sistemas de aviso prévio eficazes, bem coordenados e sustentados por informação fiável. Muchanga destacou que a cooperação com a Finlândia surge como resposta à crescente frequência e intensidade de eventos extremos que comprometem o desenvolvimento socioeconómico do país. Referiu ainda que o Governo tem vindo a investir no fortalecimento do sistema nacional de aviso prévio, citando iniciativas como o programa “Um Distrito, Uma Estação Meteorológica”, a adesão à estratégia “Aviso Prévio para Todos” das Nações Unidas, o Mecanismo de Financiamento de Observações Sistemáticas (SOFF) e o projecto WISER. O ministro recordou igualmente que Moçambique foi reconhecido pela União Africana como “Campeão Regional na Prevenção de Catástrofes e Calamidades Naturais”, em virtude dos progressos alcançados na redução de perdas humanas e materiais, mesmo perante eventos de grande magnitude. Nesse contexto, reiterou o compromisso do Governo em aprofundar parcerias internacionais para tornar o país mais resiliente às alterações climáticas. Por seu turno, a Embaixadora da Finlândia em Moçambique, Satu Lassila, afirmou que o projecto FIMOZA surge num momento particularmente oportuno, numa altura em que o país enfrenta chuvas intensas, perdas humanas e destruição de meios de subsistência. Sublinhou que Moçambique é altamente vulnerável às alterações climáticas, mas também destacou os progressos registados nos sistemas de alerta precoce, cujo impacto, segundo referiu, tem sido determinante para reduzir danos. A diplomata frisou que a meteorologia é um pilar central da preparação e da redução do risco de desastres, observando que cada dólar investido em serviços meteorológicos e climáticos gera benefícios entre cinco e vinte vezes superiores. Acrescentou que a Finlândia possui uma longa experiência no apoio ao fortalecimento de serviços meteorológicos em países em desenvolvimento e que, através do FIMOZA, pretende renovar e aprofundar a parceria com o INAM. Na mesma ocasião, o Director-Geral Adjunto do INAM, Mussa Mustafa, afirmou que o projecto representa a continuidade dos esforços de reforço do sistema nacional de aviso prévio, num contexto em que o país enfrenta desafios persistentes na gestão de desastres. Sublinhou que a meteorologia é uma área que exige investimentos constantes, lembrando que estudos demonstram que cada dólar investido no sector pode poupar até dez dólares em custos de recuperação pós-desastre. Mustafa defendeu igualmente a integração da transformação digital nos serviços meteorológicos, de modo a garantir maior eficiência, maior alcance junto das comunidades e melhor contribuição para o desenvolvimento sustentável. Segundo explicou, o projecto permitirá debater soluções técnicas, fortalecer capacidades institucionais e consolidar mecanismos de adaptação e resiliência climática. Já o representante do Instituto Meteorológico Finlandês destacou que o FIMOZA visa reforçar a capacidade técnica e institucional do INAM, através de uma cooperação profunda, envolvendo desde os níveis de direcção até aos especialistas. Sublinhou que a parceria permitirá modernizar processos, digitalizar a cadeia de valor meteorológica e melhorar a disseminação de informação aos cidadãos e aos sectores utilizadores. O responsável frisou ainda que as alterações climáticas estão a intensificar eventos extremos em todo o mundo, tornando os serviços meteorológicos e os sistemas de alerta antecipado mais relevantes do que nunca para a segurança pública e para a tomada de decisões sectoriais. Referiu que a cooperação institucional entre Moçambique e Finlândia, retomada após uma pausa, insere-se numa trajectória de mais de 25 anos de colaboração e constitui, segundo afirmou, o primeiro passo para uma nova etapa de parceria de longo prazo. Com o lançamento do FIMOZA, Moçambique e Finlândia reforçam a sua cooperação no domínio da meteorologia, com o objectivo de salvar vidas, reduzir perdas e fortalecer a resiliência das comunidades face aos riscos climáticos.

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Américo Muchanga fala sobre os desafios da transformação digital em Moçambique

O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, afirmou em entrevista que a transformação digital constitui um dos pilares estratégicos para o desenvolvimento de Moçambique, destacando a necessidade de expandir a conectividade, promover a inclusão digital e reforçar as infra-estruturas tecnológicas em todo o país. Muchanga explicou que o Governo tem implementado políticas públicas orientadas para garantir o acesso universal e significativo às tecnologias de informação e comunicação, com especial enfoque nas zonas rurais e em comunidades menos servidas. O governante destacou ainda a importância da cooperação internacional e do envolvimento do sector privado, das organizações multilaterais e dos parceiros de desenvolvimento como factores determinantes para acelerar o processo de modernização digital e criar um ecossistema tecnológico mais robusto e sustentável. Segundo o Ministro, a transformação digital não se limita à adopção de tecnologia, mas representa um instrumento estratégico para melhorar a prestação de serviços públicos, impulsionar a inovação, promover o crescimento económico e reforçar a inclusão social. A entrevista foi concedida à margem da World Telecommunication Development Conference 2025 (WTDC-25), realizada em Baku, Azerbaijão. Veja na integra aqui: PODCAST: https://soundcloud.com/…/itu-interviews-wtdc-25-he… VIDEOCAST: https://youtu.be/1mXHbEWOmRg?si=7F2muomiGmBdvteL

Concursos, Noticias

 ANÚNCIO DE CONCURSO 

O Ministério das Comunicações e Transformação Digital convida pessoas singulares, micro e médias empresas inscritas no Cadastro Único de Empreiteiros de Obras Públicas, Fornecedores de Bens e Prestadores de Serviços, e que reúnam os requisitos de elegibilidade, a apresentarem propostas fechadas para a prestação de serviços de limpeza, jardinagem e fumigação para o Ministério. O concurso será regido pelo Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, aprovado pelo Decreto n.º 79/2022, de 30 de Dezembro. Os concorrentes interessados poderão obter mais informações e examinar os Documentos do Concurso, que contêm as especificações técnicas do objecto acima citado, disponíveis no Portal de Contratação Pública (www.ufsa.gov.mz) ou na Av. Patrice Lumumba, n.º 770, Maputo, Anexo ao Edifício-Sede do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, no Departamento de Aquisições. O prazo de validade das propostas será de noventa (90) dias, contados a partir da data da abertura das propostas. As propostas deverão ser entregues na Av. Patrice Lumumba, n.º 770, Maputo, Anexo ao Edifício-Sede do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, no Departamento de Aquisições, conforme a tabela abaixo discriminada. Modalidade: Concurso 52A000141/PD/001/MCTD/DA/2026 Objecto do Concurso: Prestação de serviços de limpeza, jardinagem e fumigação para o Ministério das Comunicações e Transformação Digital. Garantia Provisória (Mts): N/A Prazo e Hora de Entrega das Propostas: 26 de Janeiro de 2026, às 10:00 horas Data e Hora de Abertura das Propostas: 26 de Janeiro de 2026, às 10:15 horas Posicionamento do Júri: 27 de Janeiro de 2026, às 14:30 horas

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2025, primeiro ano do MCTD: Transformação Digital e conectividade para servir o cidadão

Maputo – O ano de 2025 ficou marcado por avanços estruturantes no Sector das Comunicações e Transformação Digital, com impacto directo na modernização do Estado, no reforço da segurança cibernética, na inclusão tecnológica e na expansão das infra-estruturas de conectividade, no quadro da implementação do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2025 e dos instrumentos estratégicos do Governo. Criado pelo Decreto Presidencial n.º 1/2025, de 16 de Janeiro, o Ministério das Comunicações e Transformação Digital (MCTD) afirmou-se, ao longo de 2025, como o órgão central do aparelho do Estado responsável pela formulação de políticas, estratégias e planos, bem como pela coordenação e regulação das actividades nos domínios das Comunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação, Transformação Digital e Inovação e Meteorologia. As acções do sector estiveram alinhadas com o Programa Quinquenal do Governo 2025–2029, com incidência nos Pilares I – Unidade Nacional, Paz, Segurança e Governação, II – Transformação Estrutural da Economia e IV – Infra-estruturas, Organização e Ordenamento Territorial. No âmbito do Pilar I, o Sector desenvolveu acções no quadro do Programa de Defesa Nacional, Segurança Interna e do Estado, com destaque para a implementação da identidade digital, a autenticação de documentos electrónicos e o fortalecimento da confiança no ambiente digital. Durante o primeiro semestre de 2025, o Sistema de Certificação Digital de Moçambique permitiu a realização de 500 assinaturas digitais com validade jurídica, tendo a Procuradoria-Geral da República, o Ministério da Educação e Cultura e a Universidade Eduardo Mondlane passado a utilizar o assinador digital, juntando-se a outras instituições que já utilizavam o sistema desde 2024. Ainda neste domínio, foram implementadas soluções de segurança cibernética na Rede Electrónica do Governo e na Rede das Instituições de Ensino e Investigação, nomeadamente o Sistema de Detecção de Intrusão, o Sistema de Gestão de Informações e Eventos de Segurança Cibernética e a Plataforma de Inteligência de Ameaças, assegurando a monitoria e gestão de eventos cibernéticos em tempo real nas infra-estruturas sob gestão do INAGE, IP. Paralelamente, foi implementado o Sistema Unificado de Registo Académico (e-SURA), que ao longo de 2025 integrou 35 instituições de ensino superior, beneficiando cerca de 60% dos estudantes do ensino superior e contribuindo para a modernização, padronização e centralização do registo académico no país. No quadro do reforço da soberania digital e da modernização tecnológica do sector da Defesa, o MCTD procedeu, em 2025, à instalação do Laboratório de Inteligência Artificial e Cibersegurança na Academia Militar Marechal Samora Moisés Machel, em Nampula, com o objectivo de potenciar a produção de conhecimento, desenvolver competências avançadas e fortalecer a capacidade nacional em matéria de defesa cibernética, posicionando a província como um dos principais centros de inovação digital do país. Ao nível do Programa de Reforma e Modernização da Administração Pública, o Sector promoveu, durante 2025, a capacitação de 7.033 pessoas em competências digitais, das quais 3.746 mulheres e 3.287 homens, abrangendo formações em Tecnologias de Informação e Comunicação, Robótica Educacional e programação, com vista à melhoria da eficiência dos serviços públicos, à inclusão digital e ao estímulo à inovação tecnológica. No âmbito do Pilar II – Transformação Estrutural da Economia, através do Programa de Investigação Científica, Tecnologia e Inovação, foi implementada, em 2025, a iniciativa “1 Computador por Estudante do Ensino Superior”, que permitiu a distribuição de 5.000 computadores portáteis a estudantes de instituições de ensino superior em todo o país, contribuindo para a redução das desigualdades digitais, a expansão do uso das TIC no ensino superior e a melhoria das condições de ensino, pesquisa e extensão universitária. Relativamente ao Pilar IV – Infra-estruturas, Organização e Ordenamento Territorial, o Sector intensificou, ao longo de 2025, as acções de expansão e modernização da conectividade. No âmbito da iniciativa “Internet nas Escolas”, foram ligadas à internet 199 escolas públicas em várias províncias do país, promovendo o acesso à informação e às tecnologias digitais, sobretudo nas zonas rurais. Foram igualmente estabelecidas 11 praças digitais, uma em cada província, concebidas como espaços públicos de acesso gratuito à internet, com impacto no desenvolvimento educacional, social e económico das comunidades. No mesmo período, foram instaladas 143 novas antenas de telefonia móvel em todo o território nacional, abrangendo as províncias de Cabo Delgado, Gaza, Inhambane, Manica, Maputo Cidade, Maputo Província, Nampula, Niassa, Sofala, Tete e Zambézia, reforçando a inclusão digital, melhorando a qualidade das comunicações e ampliando o acesso à internet 4G, especialmente nas zonas rurais. No domínio regulatório, foram aprovados e publicados, em 2025, instrumentos legais estruturantes, com destaque para a Estratégia de Desenvolvimento do Sector Postal em Moçambique (2025–2030), o Regulamento do Roaming Nacional nas Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 12/2025, de 19 de Março, e a Norma Técnica para a Implementação do Roaming Nacional em Moçambique, aprovada pela Resolução n.º 3_BR/CA/INCM/2025, de 17 de Julho, instrumentos que visam modernizar os serviços, promover a equidade no acesso às comunicações e reduzir as desigualdades digitais. As acções desenvolvidas ao longo de 2025 reforçaram as bases para uma governação digital moderna, segura e inclusiva, contribuindo para a redução das desigualdades, o fortalecimento da cidadania digital e a preparação de Moçambique para os desafios e oportunidades da economia digital.

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“Lançámos a Plataforma Única de Serviços do Estado”, afirma Chapo

Maputo, 29 de Dezembro de 2025 — No seu Informe sobre o Estado da Nação, apresentado perante a Assembleia da República, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, afirmou que o Governo lançou uma Plataforma Única de Serviços do Estado, destinada a integrar processos administrativos, pagamentos e interacções governamentais, no quadro da modernização da administração pública. De acordo com o Chefe de Estado, este sistema reduz burocracias, elimina duplicações, evita custos desnecessários e combate práticas ilícitas e de corrupção associadas a procedimentos manuais. O Presidente sublinhou que o objectivo central da plataforma é acabar com filas, carimbos e deslocações intermináveis, situações que, segundo afirmou, pesam no bolso do povo e criam incentivos à corrupção. No seu discurso, o Presidente explicou que a Plataforma Única de Serviços do Estado foi concebida como um instrumento estruturante para reorganizar a forma como o Estado presta serviços aos cidadãos e às empresas, através da integração digital de diferentes processos administrativos e financeiros. A iniciativa visa reduzir a fragmentação dos serviços públicos, aumentar a eficiência institucional e melhorar a experiência do cidadão no acesso aos serviços do Estado. O Chefe de Estado destacou ainda que a integração de pagamentos e interacções governamentais num único sistema permitirá maior transparência, melhor controlo dos fluxos administrativos e financeiros e menor dependência de procedimentos manuais, tradicionalmente associados a atrasos, ineficiências e práticas irregulares. Segundo o Presidente Chapo, a plataforma insere-se numa visão mais ampla de transformação digital da administração pública, orientada para a simplificação de processos, a racionalização de recursos e o reforço da integridade na gestão pública. A digitalização dos serviços surge, assim, como um instrumento essencial para aproximar o Estado ao cidadão e fortalecer a confiança nas instituições.

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Beluluane acolhe primeira unidade de montagem de telemóveis em Moçambique

Beluluane, Matola – 22 de Dezembro de 2025 (AIM) – Moçambique concretizou hoje mais um passo significativo rumo à industrialização e à transformação digital com o lançamento da primeira pedra para a construção da primeira fábrica de dispositivos electrónicos do país, instalada no Parque Industrial de Beluluane. O projecto, avaliado em cerca de 3 milhões de dólares norte-americanos, prevê a montagem local de telemóveis, laptops e, numa fase posterior, pequenos electrodomésticos, tornando-se a primeira unidade especializada em electrónica a operar em território nacional. O investimento inclui duas linhas de montagem semi-automáticas com aproximadamente 40 metros cada, capazes de produzir inicialmente 80 mil unidades por mês, com potencial para chegar a 300 mil unidades. A produção inicial abrangerá telemóveis 2G e 4G do tipo feature phone, smart feature phones 4G, smartphones de gama média e laptops, respondendo à procura nacional e regional e podendo reduzir entre 14 e 15 por cento a necessidade anual de importação de telemóveis. Durante a cerimónia, o Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, destacou a visão do Presidente da República de tornar Moçambique independente economicamente através da industrialização, afirmando que todos os serviços e oportunidades na economia só se elevam se houver industrialização à sua volta e que é na base da industrialização que se pode aumentar o valor das matérias-primas e criar emprego para jovens e mulheres. Segundo o Ministro, a criação desta fábrica vai muito além da simples montagem de dispositivos, pois permitirá que os cidadãos acedam de forma mais fácil e abrangente aos serviços do Estado, fortalecendo a transformação digital em todo o território nacional. Ele acrescentou que a iniciativa constitui um embrião não só tecnológico, mas também de inovação, porque os trabalhadores formados na fábrica terão capacidade de inovar e transmitir conhecimento, possibilitando o surgimento de novas fábricas e o desenvolvimento de soluções tecnológicas próprias em Moçambique. Muchanga reforçou ainda que o impacto da fábrica será sentido não apenas na produção de dispositivos, mas também na formação de mão-de-obra qualificada, na redução da dependência de importações e na criação de oportunidades de emprego para jovens e mulheres em todo o país. À medida que a indústria se desenvolve, explicou, o país poderá aumentar o valor agregado das matérias-primas locais e fortalecer a economia nacional, tornando-se progressivamente mais independente e competitivo no sector tecnológico. Na mesma ocasião, o Governador da Província de Maputo realçou a importância do Parque Industrial de Beluluane como espaço estratégico para a instalação de indústrias, lembrando que, com a assinatura de um memorando com a Moço Parque, os valores de acesso ao parque industrial foram reduzidos em 90 por cento, permitindo a entrada de 15 empresas e fortalecendo a economia provincial através da criação de empregos e do aumento das receitas. Por sua vez, o representante da Moz-Source detalhou que a fábrica iniciará a produção com telemóveis, seguindo-se posteriormente a montagem de laptops. Segundo ele, este planeamento consolida a capacidade tecnológica do país e reforça a formação de mão-de-obra qualificada, contribuindo para a independência tecnológica de Moçambique. A concretização deste projecto é vista como um passo estratégico para o desenvolvimento industrial e digital do país, permitindo a capacitação de recursos humanos, a redução de importações e a criação de empregos directos e indirectos, ao mesmo tempo em que reforça a arrecadação fiscal e impulsiona o sector tecnológico nacional.

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