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Oficina Lusófona Reforça Capacidades em Dados

Maputo, 09 de Dezembro de 2025 – Iniciou-se ontem, nas instalações da Autoridade Reguladora das Comunicações (INCM), a Oficina Lusófona de Governação de Dados na Era Digital, uma iniciativa regional concebida para fortalecer a capacidade técnica e institucional dos países de língua portuguesa na definição, implementação e harmonização de políticas públicas de dados. O evento decorre até 10 de Dezembro e integra representantes governamentais, reguladores, especialistas e parceiros internacionais. Falando aos presentes durante a sessão de abertura, Constantino Sotomane, Administrador do INTIC, instituição tutelada pelo Ministério das Comunicações e Transformação Digital (MCTD), destacou o papel determinante da governação de dados no actual contexto global, marcado por rápidas transformações tecnológicas, aumento exponencial de dados e crescentes exigências em segurança, privacidade e interoperabilidade. Sublinhou que o INTIC tem reforçado a sua actuação na elaboração de políticas, no desenvolvimento de capacidades técnicas e na implementação de normas alinhadas com padrões internacionais, consolidando o seu papel enquanto órgão tutelado pelo MCTD. Sotomane salientou que os dados representam um activo estratégico central, sustentando soluções de inteligência artificial, serviços de governo electrónico e novas dinâmicas de inovação. Acrescentou que, para o espaço lusófono, o alinhamento regulatório e a harmonização de políticas são fundamentais para consolidar a soberania digital, assegurar a integridade dos sistemas e reforçar a confiança dos cidadãos na transformação digital. O encontro conta com delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Moçambique, bem como representantes de organizações internacionais como a UNESCO, Smart Africa, UIT, PNUD, Banco Mundial e CETIC.br. Os participantes analisam tendências emergentes do ecossistema digital africano, abordando temas como protecção de dados, coordenação institucional, cibersegurança, inteligência artificial e interoperabilidade como pilares para o desenvolvimento digital sustentável. A agenda inclui a utilização da versão em língua portuguesa da ferramenta internacional “Caixa de Ferramentas de Governação de Dados: Navegando na Era Digital”, recentemente disponibilizada para o espaço lusófono. As sessões técnicas exploram princípios éticos de gestão de dados, modelos de maturidade institucional, avaliação de riscos, ciclo de vida dos dados, mecanismos de coordenação e alinhamento com instrumentos regionais, incluindo o Quadro de Política de Dados da União Africana, o Plano Director de Governação de Dados da Smart Africa e o Modelo Harmonizado de Política de IA. O evento, organizado pelo INTIC em parceria com a Smart Africa e a UNESCO, encerra no dia 10 de Dezembro com a apresentação de um Plano de Acção Conjunto Lusófono, orientado para a capacitação contínua, a criação de comunidades de prática, o desenvolvimento normativo e o fortalecimento de um ambiente digital seguro, transparente e interoperável. A iniciativa reafirma o compromisso dos países lusófonos com uma visão partilhada de soberania digital e com a promoção de soluções tecnológicas inclusivas e sustentáveis.

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Moçambique Constitui Governação de Dados como Imperativo para a Soberania Digital

Maputo, 5 de Dezembro de 2025 – O Ministério das Comunicações e Transformação Digital (MCTD) de Moçambique defendeu hoje a Governação de Dados como um pilar constitucional essencial para a transformação digital do país. Esta posição foi manifestada durante a cerimónia de abertura do Workshop de Validação da Proposta de Política e Estratégia Nacional de Governação de Dados e respectivo Plano de Acção, organizado pelo MCTD através do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), IP. O evento, realizado em Maputo, representa um avanço estratégico na consolidação de um quadro regulamentar que transforma os dados em activo nacional estratégico, em estrito alinhamento com os princípios constitucionais e as orientações da União Africana. Em representação do Ministro Américo Muchanga, Lourino Chemane, Presidente do Conselho de Administração do INTIC, destacou na abertura a importância central da Governação de Dados para a transparência, inovação, eficiência administrativa e construção de uma economia moderna, inclusiva e baseada em evidências. Chemane sublinhou o progresso estruturado de Moçambique na Transformação Digital, citando a revisão integral do Regulamento de Interoperabilidade de Sistemas de Governo Electrónico, que estabelece padrões claros e uma arquitectura robusta para a gestão da informação pública, fortalecendo a coerência, integração e eficiência dos sistemas públicos de informação. O PCA do INTIC enfatizou que a proposta da política está plenamente alinhada com o Quadro da Política de Dados da União Africana, aprovado em Fevereiro de 2022, posicionando Moçambique como protagonista na integração digital africana. Segundo Chemane, este alinhamento assegura que a digitalização avance de forma ética, inclusiva e eficiente, e que o país possa potenciar o uso estratégico dos dados para o desenvolvimento nacional. A política insere-se no Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025-2029 e resulta de um processo participativo e inclusivo, que envolveu consulta pública, workshops e levantamento de informações essenciais com diversos actores do ecossistema de dados. Chemane também destacou a relevância do apoio internacional e agradeceu o envolvimento de parceiros estratégicos, como a União Europeia, a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), a AUDA-NEPAD e a Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), cujo contributo técnico e estratégico foi fundamental para a elaboração da proposta de política e da respectiva estratégia. A Transformação Digital, disse Chemane, é uma jornada colectiva que exige o contributo activo do Governo, sector privado, sociedade civil, academia e parceiros internacionais. O fortalecimento da Governação de Dados é determinante para que a digitalização do país seja realizada com responsabilidade, segurança e inclusão, garantindo interoperabilidade, protecção eficaz dos dados pessoais e desenvolvimento socioeconómico sustentável. A relevância da iniciativa foi reforçada pelas intervenções de parceiros internacionais. Mactar Seck, Director de Tecnologia, Inovação e Transformação Digital da UNECA, reiterou que a governação eficaz de dados constitui um imperativo constitucional, essencial para gerar confiança, aprimorar os serviços públicos e proteger a privacidade e a segurança dos cidadãos. Por sua vez, o Embaixador da Alemanha em Moçambique, Ronald Munch, destacou que a política visa reforçar a soberania dos dados, aumentar a eficiência governativa e criar um ecossistema digital moderno e confiável, mencionando o programa “Data Governance in Africa”, financiado com 60 milhões de euros, como prova do compromisso internacional em apoiar Moçambique. O Workshop de Validação encerra, assim, uma etapa crucial no percurso de Moçambique rumo à soberania digital. Ao elevar a Governação de Dados a um patamar constitucional, o país não só alinha a sua estratégia com os padrões da União Africana, como também estabelece bases sólidas para uma transformação digital ética, eficiente e centrada no cidadão. Este passo decisivo, reforçado pelo apoio internacional, consolida a ambição de Moçambique em se tornar uma referência regional em boas práticas de gestão de dados.

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Maputo acolhe workshop de validação da Proposta de Política e Estratégia Nacional de Governação de Dados

Maputo, 4 de Dezembro de 2025 – O Ministério das Comunicações e Transformação Digital, através do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC, IP), realiza amanhã, 5 de Dezembro, no Radisson Blu Hotel, em Maputo, o workshop de validação da Proposta de Política e Estratégia Nacional de Governação de Dados. O evento marca um passo decisivo para o fortalecimento da governação digital em Moçambique. O workshop visa criar um espaço inclusivo, multi-sectorial e multidisciplinar de debate, permitindo recolher recomendações que irão reforçar e enriquecer a proposta antes da sua adopção final. O documento, que orientará a política nacional de governação de dados, resulta de um processo abrangente conduzido com o apoio de organizações internacionais, incluindo a Comissão da União Africana, a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), a Agência de Desenvolvimento da União Africana (AUDA-NEPAD) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA). Entre Julho e Agosto de 2025, o processo envolveu reuniões técnicas, entrevistas, levantamento de dados, acções de capacitação e workshops com os principais actores do ecossistema nacional de dados, cujos contributos serviram de base para a elaboração do documento preliminar agora submetido a validação. O evento contará com a participação de representantes de instituições públicas, privadas, académicas e da sociedade civil, reflectindo o compromisso do Governo moçambicano com a construção de uma arquitectura nacional de governação de dados moderna, segura e orientada para o desenvolvimento sustentável, conforme disposto na Lei n.º 2/2025, que aprova o Plano Económico e Social e o Orçamento do Estado para 2025.

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Ministro Muchanga discute cooperação digital e investimentos com o Reino Unido Unido

MAPUTO, 3 DE DEZEMBRO DE 2025 – O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, recebeu nesta quarta-feira, em Maputo, Calvin Bailey, Enviado Comercial do Reino Unido para África Austral, num encontro destinado a discutir oportunidades de cooperação bilateral nos domínios da tecnologia, transformação digital e desenvolvimento económico. A reunião teve como objectivo identificar sectores prioritarios para parceria e criar condições para a implementação de projectos concretos. “Consideramos a transformação digital um eixo transversal que deve permear todos os sectores da economia, modernizando serviços, aumentando a eficiência e promovendo a inclusão. O projecto E-BAU, Balcão de Atendimento Unico, foi concebido para criar uma plataforma de interoperabilidade de serviços, simplificando a interacção entre cidadãos, empresas e Estado”, afirmou o Ministro Muchanga, destacando a importância de utilizar a tecnologia como catalisador do desenvolvimento socioeconómico. Durante a audiência, o Ministro apontou os sectores prioritarios para a cooperação com o Reino Unido. Na saúde, destacou a digitalização de serviços e a implementação de telemedicina; na educação, a adopção de tecnologias para apoiar o ensino e a capacitação digital; na agricultura, soluções tecnológicas para aumentar produtividade, rastreabilidade e acesso a mercados; e no transporte e logística, sistemas inteligentes para gestão de cadeias de abastecimento. Por seu turno, Calvin Bailey reconheceu o potencial de colaboração e manifestou interesse em envolver empresas do Reino Unido já presentes em Moçambique, como a Vodacom. Sublinhou que o cumprimento da legislação local, sobretudo fiscal, é essencial para garantir um ambiente de negócios estável e etico. Demonstrou ainda interesse em explorar modalidades de cooperação com o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), considerando os serviços meteorológicos estratégicos para segurança alimentar, gestão de desastres e planeamento economico. O encontro serviu também para preparar a visita do Enviado Comercial, que liderará o fórum UK-Mozambique Connect, destinado a promover investimentos e parcerias nos sectores de energia, infraestruturas e minas, e a fortalecer relações comerciais entre os dois países. A reunião permitiu alinhar expectativas e definir áreas prioritarias de colaboração, abrindo caminho para iniciativas conjuntas entre o sector público e privado, e reforçando o compromisso de Moçambique e do Reino Unido em desenvolver projectos estratégicos no contexto da transformação digital e do crescimento económico.

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Disponíveis relatórios sobre Maturidade, Segurança e Resiliência nas Telecomunicações

A Autoridade Reguladora das Comunicações – INCM tem disponível, no seu website, dois relatórios sobre segurança nas telecomunicações, referentes ao ano de 2024, a saber: o Relatório de Nível de Maturidade da Segurança e Resiliência das Telecomunicações e o Relatório de Segurança nas Telecomunicações, com foco na telefonia móvel. O Relatório de Nível de Maturidade da Segurança e Resiliência das Telecomunicações avalia o cumprimento das normas de segurança pelos operadores e prestadores de serviços públicos. Analisa áreas como Cooperação e Partilha de Informação, Gestão de Fraudes, Protecção de Dados, Resiliência das Redes, Medidas de Segurança, Resposta a Incidentes, Políticas e Melhoria Contínua. Os resultados mostram diferenças claras entre os diferentes subsectores. Os operadores de telefonia móvel apresentam um desempenho global elevado (80%), destacando-se em Medidas de Segurança (98%) e Protecção de Dados (82%). Já os Provedores de Serviços de Internet (ISP) e os operadores de televisão revelam níveis de maturidade baixos (48% e 43%), respectivamente, com fragilidades marcantes na Partilha de Informação e na Melhoria Contínua. O relatório recomenda intervenções estruturadas, criação de protocolos obrigatórios, reforço da articulação com o Regulador e maior investimento em tecnologias de monitoria contínua, bloqueios automatizados e inteligência artificial. O Relatório de Segurança nas Telecomunicações apresenta uma análise do estado da segurança no sector, evidenciando ameaças, vulnerabilidades e práticas fraudulentas, como registo e clonagem de cartões SIM, phishing, fraudes na moeda electrónica e roubo de dados pessoais e bancários. Refere ainda vulnerabilidades na identificação de equipamentos, fragilidades na continuidade dos serviços e lacunas na protecção contra ciberataques. O documento destaca que a continuidade dos serviços foi também afectada por fenómenos climáticos extremos, incluindo a passagem de três ciclones tropicais. As recomendações incluem o reforço técnico e institucional dos operadores, aceleração da implementação do Decreto n.º 13/2023 (Regulamento do Registo de Subscritores dos Serviços de telecomunicações), melhoria da colaboração interinstitucional, expansão da Plataforma Nacional de Denúncias, promoção da literacia digital e combate ao uso de equipamentos não homologados. Baixe os relatórios nos links abaixo: pdfRelatório sobre o Nível de Maturidade da Segurança e Resiliência das Telecomunicações Referente ao Ano de 2024 (4.20 MB)

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Ministro Muchanga garante infraestruturas e regulamentação para serviços de cloud em Moçambique

Maputo — O Governo de Moçambique, através do Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, anunciou o compromisso de desenvolver infraestruturas locais e um quadro regulatório para possibilitar a utilização de serviços de computação em nuvem pelo sector bancário e outras empresas. O anúncio foi feito durante a celebração dos 30 anos do Millennium bim, em Maputo, onde o ministro destacou que a transição para a nuvem é essencial para reduzir custos operacionais, agilizar a criação de novos produtos e promover a inclusão financeira, especialmente em áreas rurais. O ministro assegurou que, nos próximos cinco anos, serão criados centros de dados domésticos que permitirão aos bancos alojar seus serviços de cloud com segurança e eficiência. Além disso, uma nova regulamentação está sendo elaborada para substituir restrições legais vigentes, proporcionando um ambiente regulatório mais favorável à adopção de soluções digitais. Muchanga incentivou ainda parcerias entre bancos, fintechs e novos investidores, defendendo que o uso de tecnologias como blockchain e ativos digitais pode tornar pagamentos e operações mais rápidos, eficientes e transparentes. Apesar do forte impulso à digitalização, o ministro sublinhou a importância de uma abordagem rigorosa à cibersegurança e à proteção de dados pessoais, garantindo a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações. Segundo Muchanga, a criação de infraestruturas confiáveis e a regulamentação adequada são fundamentais para consolidar a transformação digital em Moçambique, promovendo não apenas a modernização do sector financeiro, mas também a inclusão social e o desenvolvimento económico sustentado. O ministro enfatizou que a adopção de serviços de cloud não se limita ao sector bancário, mas deve ser encarada como um pilar estratégico para toda a economia digital moçambicana. Ele afirmou que a expansão das infraestruturas e da regulamentação permitirá que empresas de diferentes sectores possam modernizar seus processos, aumentar a eficiência operacional e oferecer serviços mais rápidos e acessíveis à população. Muchanga destacou ainda que a transformação digital será um motor de inovação, atração de investimentos e competitividade, posicionando Moçambique de forma mais sólida no contexto regional e internacional.

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MCTD Assina Memorando Tripartite para Acelerar a Transformação Digital em Moçambique

O Ministério das Comunicações e Transformação Digital (MCTD) de Moçambique assinou hoje, 1 de Dezembro de 2025, um Memorando de Entendimento tripartite com a eGovernments Foundation, da Índia, e a DPI Centre Ltd (Equidhi), do Reino Unido, em cerimónia virtual, marcando um passo importante na modernização da administração pública do país. José Luís Sambo, Director Nacional de Transformação Digital e Inovação do MCTD, destacou a relevância do acordo para o futuro da digitalização em Moçambique, afirmando que “o acordo estabelece uma parceria para a adopção e implementação da plataforma DIGIT, uma solução tecnológica aberta e internacionalmente reconhecida, que irá apoiar a modernização dos serviços públicos, promover a interoperabilidade entre sistemas e fortalecer a eficiência das instituições estatais.” Sambo acrescentou ainda que “este acordo marca o início de uma nova fase na digitalização da Administração Pública, colocando o cidadão no centro das prioridades e garantindo maior transparência, rapidez e inovação nos serviços públicos” e reafirmou o compromisso do MCTD em trabalhar em colaboração com os parceiros para transformar o memorando em resultados concretos para o desenvolvimento digital do país. O memorando estabelece uma parceria estratégica para acelerar a transformação digital em Moçambique através da implementação da plataforma DIGIT, uma solução tecnológica de código aberto reconhecida internacionalmente como um bem público digital pela Digital Public Goods Alliance (DPGA). A plataforma integra soluções especializadas que abrangem desde a prestação de serviços públicos e governação, passando pela gestão urbana, saúde pública, rastreabilidade de resíduos, até à troca de informações fiscais. O acordo define responsabilidades específicas para cada parceiro. A eGovernments Foundation fornecerá a plataforma, suporte técnico e consultoria sobre melhores práticas. A DPI Centre Ltd liderará a implementação da plataforma durante dois anos, garantindo formação adequada às equipas locais e uma transição eficiente. O MCTD assumirá a coordenação principal, seleccionando parceiros de implementação, disponibilizando infra-estrutura e assegurando o cumprimento das diretrizes estabelecidas. Para garantir supervisão e monitorização eficazes, o memorando prevê a criação de estruturas de governação, incluindo um comité directivo com reuniões trimestrais, um conselho técnico com encontros mensais para definição de diretrizes e equipas de projecto dedicadas a tarefas específicas, com relatórios regulares. A assinatura do memorando coloca Moçambique numa trajectória de modernização sustentável, permitindo ao país aproveitar as oportunidades da era digital, promover a inclusão digital e consolidar a cooperação internacional na adopção de soluções tecnológicas comprovadas. A plataforma DIGIT deverá transformar a forma como os serviços públicos são prestados, reforçando a eficiência, a transparência e a proximidade do Estado com o cidadão.

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Ministro Muchanga aponta caminhos para reduzir barreiras e custos no atendimento ao cidadão

Maputo – No evento que assinalou os 30 anos do Banco Internacional de Moçambique (BIM), realizado hoje, 27 de Novembro de 2025, o Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muichanga, apresentou uma visão estratégica para modernizar os serviços públicos e privados, destacando a necessidade de reduzir barreiras burocráticas e os custos associados ao acesso a serviços essenciais. O ministro explicou que, embora os cidadãos partilhem o mesmo país e direitos, enfrentam obstáculos diferentes devido à sua localização geográfica, conceito que denominou de “imposto geográfico”. A realidade atual obriga os utentes a percorrer múltiplas instituições, repetir processos e fornecer dados já existentes em outros serviços, criando uma maratona burocrática que dificulta a vida do cidadão e desencoraja iniciativas empreendedoras. Durante o discurso, o governante detalhou a estratégia nacional para alterar esta dinâmica. A proposta inclui a implementação de plataformas digitais que permitam identificar o cidadão uma única vez, integrar serviços entre instituições públicas e privadas e centralizar a experiência de atendimento num único ponto de contacto. Entre as medidas previstas estão a criação de assinaturas digitais seguras, infraestrutura nacional de interoperabilidade, identidade digital, mecanismos de pagamento eletrónico acessíveis em todo o território e um portal único do cidadão. O ministro enfatizou que estas plataformas dependem de elementos essenciais, como centros de dados soberanos, sistemas de cibersegurança robustos, legislação moderna de protecção de dados, capacitação tecnológica contínua e políticas de inclusão digital que garantam equidade e transparência. Destacou ainda que o cidadão deve poder saber sempre que os seus dados forem acedidos. Dirigindo-se ao sector financeiro, Muichanga salientou que a transformação digital representa uma oportunidade inédita para a banca, permitindo personalizar serviços, melhorar a gestão de risco, acelerar processos e reduzir custos. Incentivou os bancos a investir na banca digital, colaborando com fintechs e inovadores, com especial atenção à inclusão das zonas rurais. O ministro anunciou também que o governo irá desenvolver infraestruturas nacionais de computação em nuvem e aprovar uma regulamentação que permita a utilização segura desses serviços, acelerando a modernização do sector financeiro. No encerramento, enfatizou que Moçambique vive uma oportunidade histórica para transformar a experiência do cidadão através do digital, criando serviços mais inclusivos, eficientes e seguros, e apelou à colaboração de todos os sectores para eliminar a burocracia, reduzir barreiras e garantir acesso equitativo aos serviços.

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INCM propõe novo regulamento para modernizar sector das telecomunicações

A Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM) realizou, na semana finda, na cidade de Maputo, uma consulta pública sobre a Proposta de Revisão do Regulamento de Licenciamento de Telecomunicações e de Recursos Escassos. O encontro decorreu em formato híbrido (online e presencial), tendo a sessão presencial ocorrido na sede da instituição. Oito anos após a entrada do último regulamento, a Autoridade Reguladora abriu uma consulta pública para actualizar as regras de licenciamento, que estavam em vigor há quase uma década. Entre as novidades está um prazo de 15 dias para a emissão de licenças e a possibilidade de operadoras converterem multas em investimento para expandir serviços a zonas remotas. A proposta, agora em consulta pública, estabelece prazos curtos para a emissão de licenças, clarifica categorias e permite a conversão de multas em projectos de universalização. A sessão teve como objectivo recolher contributos, sugestões e comentários de operadores, prestadores de serviços e demais interessados, visando o aprimoramento do instrumento regulatório e o reforço da transparência no sector, contribuindo para a melhoria da qualidade dos serviços de comunicações no país. A revisão surge oito anos após a entrada em vigor do actual regulamento, aprovado pelo Decreto n.º 26/2017, de 30 de Junho. Segundo a INCM, o documento tornou-se desactualizado face ao rápido dinamismo do mercado de telecomunicações, tornando necessária a sua actualização para acompanhar as novas exigências tecnológicas e regulatórias. Durante a apresentação, o INCM destacou que a revisão visa enquadrar novas práticas, como o aluguer e a partilha de espectro de frequências radioeléctricas, melhorar o regime jurídico do licenciamento de radiodifusão e de radiocomunicações por satélite, e introduzir um novo regime sancionatório que penaliza a falta de licença e o incumprimento de instruções da autoridade reguladora. A proposta prevê ainda a possibilidade de converter multas em obrigações de universalização, medida que poderá reforçar a expansão dos serviços de telecomunicações para zonas remotas. Foram também clarificadas as categorias de licenças, que passam a ter âmbito municipal, distrital, provincial ou nacional, mantendo-se o regime de Licenças Unificadas e por Classe. Outro ponto apresentado foi a fixação do prazo de 15 dias para a atribuição de licenças de telecomunicações, numeração e radiocomunicações, em conformidade com a Lei da Formação da Vontade da Administração Pública (Lei n.º 14/2011). Com o contributo dos participantes, a INCM deverá agora consolidar as sugestões recolhidas e finalizar a proposta de revisão do regulamento, que substituirá o Decreto n.º 26/2017, adequando o quadro regulatório às actuais necessidades e desafios do sector das comunicações em Moçambique. Fonte: Jornal Evidências

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Ministro Muchanga Posiciona a Transformação Digital como Pilar Estratégico da Modernização Financeira de Moçambique

Maputo, 24 de Novembro de 2025 — A posição foi defendida durante a reunião estratégica de alto nível do sector BFSI — Banking, Financial Services and Insurance (Banca, Serviços Financeiros e Seguros) — realizada hoje em Maputo, pelo Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga. Segundo o Ministro, a transformação digital é um pilar central para a modernização financeira de Moçambique, permitindo tornar o acesso a serviços bancários, financeiros e de seguros mais rápido, seguro e inclusivo para todos os cidadãos. Muchanga explicou que a estratégia do Governo assenta na implementação de cinco instrumentos fundamentais: certificação digital, interoperabilidade entre plataformas públicas e privadas, identidade digital, plataforma única de pagamentos e portal do cidadão. Estes instrumentos são indispensáveis para que os cidadãos acedam a serviços sem necessidade de deslocações físicas ou processos burocráticos prolongados. O Ministro enfatizou que a universalização dos pagamentos electrónicos é essencial para que os serviços digitais funcionem de forma eficaz. Destacou também a necessidade de desenvolver produtos financeiros para pessoas sem conta bancária tradicional e de reforçar os sistemas bancários para suportar grandes volumes de transacções electrónicas. Muchanga frisou a relevância da identidade digital como mecanismo de autenticação remota, explicando que o registo biométrico de utilizadores de telefonia móvel servirá de base para garantir confiabilidade, segurança e reduzir riscos de fraude associados a documentos físicos. O Ministro salientou ainda a importância de uma infraestrutura tecnológica robusta, incluindo a adopção de cloud nacional para armazenar dados sensíveis do sector financeiro. Segundo ele, esta solução é crucial para proteger a soberania digital do país e assegurar a segurança das informações dos cidadãos. Muchanga convidou bancos, seguradoras, fintechs e empresas de tecnologia a participarem activamente na conferência BFSI, apresentando soluções, produtos e parcerias que contribuam para a transformação do sistema financeiro moçambicano. Ele reforçou que Moçambique caminha para um modelo onde os pagamentos electrónicos predominam sobre o dinheiro físico, promovendo inclusão financeira e maior eficiência nos serviços.

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